MONUMENTO A CEGO DO MAIO

Este busto é da autoria do escultor Romão Júnior e foi construído por iniciativa dos poveiros emigrados no Brasil, em 1909. Pretendiam assim homenagear José Rodrigues Maio (1817-1884), conhecido por “Cego do Maio”, homem simples, pescador de profissão, que arriscou a sua vida dezenas de vezes restituindo-a aos seus companheiros e a tantos outros náufragos. As suas proezas heroicas mereceram, entre outras, o maior galardão nacional: o Colar da Ordem da Torre e Espada (decreto de 14 de novembro de 1878), insígnia que lhe foi colocada pessoalmente pelo Rei D. Luís I.

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MONUMENTO «AOS MORTOS DA I GRANDE GUERRA» (1933)

Situado na Praça Marquês de Pombal (a sul do Mercado Municipal), foi inaugurado no ano de 1933. É da autoria do Arquiteto Rogério Azevedo e simboliza a memória de todos os Poveiros mortos em defesa da Pátria. A 11 de novembro comemora-se o aniversário do Armistício que pôs fim à 1ª. Grande Guerra, data anualmente celebrada junto a este monumento.

CRUZEIRO DA INDEPENDÊNCIA (1940)

Situado no jardim a sul do Mercado Municipal Dr. David Alves, foi Inaugurado em 1940 por iniciativa do Corpo Nacional de Escutas – Núcleo “Cego do Maio” da Póvoa de Varzim. Foi construído em granito com motivos escutistas e desenhado pelo Padre Aurélio Martins de Faria, desta cidade.

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MONUMENTO A EÇA DE QUEIRÓS (1952)

Escultura em bronze, localizada no lado nascente da Praça do Almada. É da autoria do escultor Leopoldo de Almeida e foi erigida em 1952, por subscrição dos poveiros no Brasil. No largo com o seu nome, contíguo a este monumento, pode ser vista, na casa que substituiu a que se pensa ser a do seu nascimento, uma placa de bronze, oferta da colónia portuguesa do Brasil, da autoria de António e de José Teixeira Lopes e inaugurada em 14 de outubro de 1906.

MONUMENTO A ELÍSIO DA NOVA (1963)

Monumento no Largo do mesmo nome, inaugurado em 1963 e construído por iniciativa do Clube Naval Povoense, sendo o seu autor o arquiteto Rui Calafate. Nele foi colocada a efígie do homenageado, em bronze, oferta do Ministério da Marinha e que figura, igualmente em todas as estações radionavais da marinha portuguesa.

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MONUMENTO A VASQUES CALAFATE (1965)

Situado na praceta em frente à Capitania, é da autoria (projeto e escultura) do seu filho, arquiteto Rui Calafate. Vasques Calafate, que viveu de 1890 a 1963, distinguiu-se na Campanha para a conclusão das obras do porto de pesca. Este monumento foi construído por contribuição dos pescadores poveiros e foi inaugurado em 1965.

MARCO COMEMORATIVO DO MILÉNIO (1973)

Localizado numa placa central no ponto de união entre a Avenida Mousinho de Albuquerque e o Largo das Dores. Foi inaugurado em 25 de março de 1973, 20 anos depois da data apropriada, porque é comemorativo dos mil anos de vida documentada da nossa terra: documento datado de 26 de março de 953 – carta de venda de “Villa de Comité” e de “Villa Qintanela” feita por Flâmula Deo-Vota ao Mosteiro de
Guimarães, na qual se refere “Villa Euracini”, futura Póvoa de Varzim.

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O EMIGRANTE

Situado no topo Sul da Praça Luís de Camões, foi inaugurado em junho de 1978. É um trabalho em granito esculpido por Manuel Morgado Neto, artista canteiro de Esposende. Foi idealizado e oferecido por um industrial poveiro, também ele emigrante.

MONUMENTO A ANTÓNIO NOBRE (1981)

Situado no largo António Nobre, é um busto esculpido em bronze por Tomás Costa. O pedestal em granito é de B. F. Barbosa, do Porto, sob desenho do Arquiteto Carvalho Dias. António Nobre, poeta, nasceu no Porto em 16 de agosto de 1867, morreu em 18 de março de 1900. No seu livro de poemas, com o título “Só”, dedica várias estrofes aos pescadores poveiros. Foi construído por iniciativa do Rotary Clube da Póvoa de Varzim com a colaboração da Câmara Municipal.

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MONUMENTO A FRANCISCO SÁ CARNEIRO (1981)

Na Praça Luís de Camões, foi erigida uma estátua por um grupo de admiradores poveiros deste estadista que foi Primeiro-ministro de Portugal desde 3 de janeiro de 1980 até 4 de dezembro do mesmo ano, data em que faleceu, vítima de acidente de aviação. O monumento de bronze é da autoria do escultor Gustavo Bastos e inaugurou-se em 6 de dezembro de 1981.

MONUMENTO ÀS GENTES POVEIRAS (1995)

Da autoria do escultor Rui Anahory, foi inaugurado a 15 de setembro de 1995 e pretende homenagear as comunidades que estão na génese deste concelho: a agrícola e a piscatória. A partir do nível do chão, eleva-se uma plataforma simbolizando o trabalho da terra. Ao nível do chão situa-se uma figura representando um homem do campo em labuta (a semear) e a meio deste plano um animal (touro) em esforço e sofrimento no ato da ajuda ao homem a desbravar a terra em bruto. No plano do bronze, em que assenta, estão gravados elementos relacionados com a história e cultura do concelho interior: a terra e o homem da terra (agricultor) e o mar a quem dele e nele vive (o pescador). Na base esquerda mais a sul está representado o pescador na sua fauna secular: o alar das redes. No lado posterior do plano uma figura humana em esforço de ombros encostados ao mesmo é uma figura simbólica, de caráter épico. A figura está em atitude semelhante à dos pescadores poveiros que alavam os seus barcos para terra de dorso encostado ao casco e pés fincados na areia. É o Atlas que segura o
Mundo, é o homem que não mede esforços para avançar e se melhorar.

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MONUMENTO A S. PEDRO (1996)

A primitiva escultura de Armando Coelho sofreu algumas vicissitudes. Durante anos a imagem em gesso esteve no Museu Municipal, tendo a sua passagem a bronze sido orientada por Ruy Anahory. Na noite de S. Pedro de 1996 foi, finalmente, colocada onde melhor fica expressa a ligação entre este Santo e os seus devotos poveiros – sobranceira ao porto de pesca. S. Pedro lança a rede de face voltada para o mar, em atitude de vigília e inspirando os seus irmãos pescadores.

MONUMENTO À PEIXEIRA

Da autoria de Jaime Azinheira, foi inaugurado no ano de 1997, em homenagem à mulher poveira, robusta e empreendedora, que sempre teve lugar preponderante na comunidade piscatória, desenvolvendo atividades decorrentes da pesca, como a venda do peixe e reparação das redes, para além das outras diligências do quotidiano, como a administração da casa e a tutela dos filhos. Este monumento, sobranceiro à linha de água da enseada, evoca a lota do peixe, sendo protagonizado por um grupo de mulheres em plena atividade.

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MONUMENTO AO DR. DAVID ALVES (1999)

A estátua, da autoria da escultora Margarida Santos, foi inaugurada em 1999 e está situada junto aos Torreões do Mercado. É uma homenagem merecida a David Alves, pois a este autarca se deve o traçado balnear da cidade, marcado pela linha do passeio litoral, assim como o rompimento da Avenida Mousinho de Albuquerque, abrindo a comunicação que hoje existe com o mar. O alargamento da Rua da Junqueira e a cobertura do esteio completam, numa clara intervenção política de emergência, um primeiro e grandioso plano de transformação e renovação urbanas da Póvoa de Varzim.

MONUMENTO AO MAJOR MOTA (2003)

Da autoria da escultora Margarida Santos, foi inaugurado a 28 de junho de 2003, como forma de homenagear aquele que foi presidente da Câmara Municipal entre 1951 a 1960. Entre outras importantes obras públicas, decidiu fazer da Rua da Junqueira uma artéria pedonal, demonstrando ser um homem de visão que perspetivou a criação de um eixo comercial de grande importância para o desenvolvimento económico da cidade que governou. Está situado no início da Rua da Junqueira, no Largo de Santiago.

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MONUMENTO AO PESCADOR (2004)

Da autoria de João Cutileiro, foi inaugurado a 28 de junho de 2004. É uma homenagem ao pescador poveiro, representado numa escultura em mármore de vários tons que ilustra a figura idealizada de um pescador com um peixe.

PAINEL DE AZULEJOS (2004)

Da autoria de Fernando Gonçalves, foi inaugurado a 28 de junho de 2004. Localizado no paredão que divide o areal da praia da zona pesqueira, este interessante painel de azulejos retrata cenas da Póvoa antiga e os heróis poveiros.

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MONUMENTO AO BANHISTA (2004)

Situado na praça 5 de Outubro, o monumento é da autoria do Poveiro Américo Rajão, que se inspirou em velhas fotografias da nossa praia para retratar em bronze as figuras de uma mulher e de uma criança a banhos. Foi inaugurado em julho de 2004.

MONUMENTO AO PROFESSOR CORINO DE ANDRADE (2005)

Homenagem ao prestigiado neurologista dos princípios do século XX, que dedicou a sua vida ao estudo da paramiloidose. Trata-se de um busto sobre um pedestal com uma placa comemorativa, situado em frente à igreja da Misericórdia e ao Hospital. Foi inaugurado aquando do centenário do seu nascimento, no ano de 2005.

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ESTÁTUA FERNANDO PESSOA (2008)

Da autoria de Fernando Simões, foi inaugurada em 2008. Assinala os 120 anos do nascimento de Fernando Pessoa. Foi uma oferta da «A Varzim Sol», concessionária do Casino da Póvoa nessa época, à cidade da Póvoa de Varzim.

ESTÁTUA ROCHA PEIXOTO (2010)

Inaugurada a 2 de maio de 2010, no âmbito das comemorações do 1.º centenário da morte de Rocha Peixoto, é da autoria do escultor Hélder de Carvalho e está implantada junto à Biblioteca Municipal, na Rua Padre Afonso Soares. O promotor é a Comissão Organizadora das Comemorações do I centenário da morte de Rocha Peixoto / Câmara Municipal da Póvoa de Varzim.

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