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Dia de Argivai

25 de Março

A primeira referência a Argivai é do ano de 953 no livro da condessa Mumadona Dias onde é referida como Argivadi. Adoptou-se a data do documento para assinalar o aniversário de Argivai, que se voltou a comemorar nos últimos dois anos. Ao recuperar a tradição de celebrar a longevidade da freguesia, decidiu também o Executivo desta União de Freguesias homenagear  pessoas de grande mérito da Freguesia ou indíviduos que, por atos de grande abnegação e esforço tivessem contrbuído para o engrandecimento de Argivai. A medalha de mérito de Argivai foi atribuída duas vezes e o Dia de Argivai é celebrado com intervenções de artistas locais, com manifestações artísticas do Grupo Coral, das escolas e Associações locais.

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N. Sra. do Bom Sucesso

1.º domingo depois da Páscoa

É já uma tradição que no primeiro Domingo depois da Páscoa (Pascoela) se preste em Argivai a homenagem à Nossa Senhora do Bom Sucesso. As festividades contam com o apoio da União das Freguesias da Póvoa de Varzim, Beiriz e Argivai, e envolvem os comerciantes e toda a população. Os momentos religiosos mais expressivos começam com a Eucaristia Solene em Honra da N.ª Sr.ª do Bom Sucesso, seguindo-se o Terço e Sermão, e finalmente, a Procissão Solene, acompanhada pela Fanfarra dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Varzim. Ainda antes das celebrações festivas, decorre o Tríduo a Nossa Senhora do Bom Sucesso. As orações têm lugar na Capela da N.ª Sr.ª do Bom Sucesso e por fim, realiza-se a procissão de velas que percorres várias artérias da freguesia.

N. Senhor dos Milagres

6.º domingo depois da Páscoa

Esta procissão é antecedida na parte da manhã, com as celebrações na Igreja, em que durante a Exposição do Santíssimo e a oração do terço, se realiza a Batalha de Flores. Esta celebração é particularmente importante para os homens e mulheres da classe piscatória, que além de oferecerem esmolas, vão assistir para trazerem as pétalas de rosas que são cuidadosamente secas e conservadas durante o ano. Pelo facto de terem sido “lançadas” e recolhidas na celebração da “Hora” da Ascensão do Senhor as pétalas são consideradas “sagradas”. “Se tudo é santo nessa «hora» também o deviam ser as flores a quem o povo logo atribuiu efeitos mágicos. Em algumas terras recolhem-nas na cerimónia litúrgica e vão depois enterrá-las nos batatais ou nas hortas viçosas para que fiquem livres das moléstias. As que os pescadores poveiros levam da «Hora» de Argivai são espalhadas no «paneiro» das redes para quebrarem os maus olhados.” (AMORIM, Manuel J. G. - A Tradição das Rosas na Festa da “Hora” em Argivai, in «Comércio da Póvoa de Varzim», P. de Varzim, 1971.05.28, pp. 1 e 4.) Devido a esta tradição a festa é, também, conhecida como a “Festa das Rosas”. Não segue nenhuma cruz no início da procissão, mas seguem as cruzes das confrarias antes dos andores das respetivas devoções e uma cruz é levada pelos confrades da Confraria do Santíssimo Sacramento, assim como um acólito com o turíbulo imediatamente antes do pálio. A procissão, preparada pelos mesmos armadores (de Beiriz) apresenta muitas semelhanças com a de N.ª S.ª do Bom Sucesso. O “Senhor dos Milagres”, por ser uma imagem gótica, em mau estado de conservação, não pode sair em procissão, sendo, por isso, substituído, no andor com esta invocação, por uma escultura do século XX, ladeado pelas imagens barrocas de Nossa Senhora da Soledade e S. João Evangelista. (CARNEIRO, Deolinda M. V. (2006) - As Procissões na Póvoa de Varzim (1900 – 1950). Imaginário Religioso e Piedade Colectiva. Dissertação de Mestrado em Estudos Locais e Regionais - Faculdade de Letras da Universidade do Porto. 217 pp.)

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Dia do Padroeiro Arcanjo São Miguel

29 de setembro

“São Miguel, o vitorioso ou “Capitão das milícias celestes”, é o padroeiro de Argivai. Retratado na bíblia como um guerreiro espiritual cujo o nome significa (Quem como Deus). Terá vencido os anjos rebeldes no princípio dos tempos. Protege a Igreja, sendo invocado nas tentações e na hora da morte. A sua festa religiosa, coincide com as atividades cíclicas da vida agrícola. No Norte, associa-se o nome deste santo ao período final das colheitas, em que deviam ser pagas as rendas e revistas as contas. “Pelo São Miguel”, expressão utilizada no mundo rural para o fim do verão e início do Outono. São Miguel pertence ao grupo dos sete arcanjos, sendo que os outros são: “Gabriel, Rafael, Uriel, Baracael, Ieadiel e Sealtiel. Por ser um arcanjo, surge na iconografia com asas largas e um rosto jovem. No período Românico e Gótico surge trajando uma túnica comprida. A partir do século XIV começa a envergar traje guerreiro. Desde o Renascimento que usa normalmente a indumentária de um general romano. Por ser o príncipe dos arcanjos usa um diadema ou um capacete ricamente ornado. Geralmente usa uma lança (a partir do renascimento uma espada) para matar o demónio ou mais demónios que se encontram a seus pés e uma balança. Esta balança com o propósito de pesar as almas. Trata-se de uma festa religiosa e acontece a 29 de setembro. São Miguel é então, o padroeiro da nossa freguesia. Apesar da sua importância, esta festa não é considerada a mais importante. Associada à cerimónia litúrgica segue-se uma bela procissão. Interessante relembrar que em todas as procissões existem regras protocolares quer de carácter civil quer de carácter religioso bem descrito nas procissões da Póvoa de Varzim.” (Teixeira, S.(2018). Argivai Viagem pela sua história… 1º edição, Publicações D. Quixote. Póvoa de Varzim)

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